Festa de Corpus Christi em Piquerobi movimento o turismo religioso no Oeste Paulista. (Evandro Marques / Pascom Diocesana)

Festa de Corpus Christi reúne 25 mil pessoas em Piquerobi

Neste ano, a Paróquia São Miguel Arcanjo realiza a 52ª edição da solenidade católica

Evandro Marques / Pascom Diocesana

20/06/2019

A maior Festa de Corpus Christi da região foi realizada em Piquerobi (SP). Segundo a organização do evento, cerca de 25 mil pessoas passaram durante todo o dia pela cidade para prestigiar o tapete de 500 metros, que foi montado em frente à Igreja São Miguel Arcanjo. Neste ano, a celebração completa 52 anos de tradição. “O diferencial aqui é que há uma parceria com a Prefeitura da cidade. Percebeu-se que esse turismo religioso cumpre o objetivo”, explica o padre José Alves de Siqueira Neto.

A Santa Missa teve início às 18h, presidida pelo bispo Dom Benedito Gonçalves dos Santos, em uma estrutura montada em frente à paróquia. Participaram da celebração os padres José Alves de Siqueira Neto, sacerdote da igreja em Piquerobi, e João Paulo dos Santos Silva, recém-ordenado padre da paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus, em Marabá Paulista (SP).

Após a Santa Missa, houve procissão em ruas do Centro da cidade. (Evandro Marques / Pascom Diocesana)

Após a missa, o clero e toda comunidade presente saíram em procissão pelas ruas da cidade. Dom Benedito seguiu com o Santíssimo em cima da carroceria de uma caminhonete. Eles percorreram as ruas Quinze de Novembro, Diogo Feijó e entraram na Doutor Pedro de Tolêdo, onde estava confeccionado o tapete. Depois de seguirem o trecho, o bispo retornou ao palco onde deu a benção com o Santíssimo.

Na sequência, as luzes da praça da matriz foram apagadas, seguida de contagem regressiva, finalizando o dia com o show pirotécnico no entorno da igreja.

Homilia

Durante a homília proferida pelo bispo diocesano, Dom Benedito destacou na solenidade de Corpus Christi a importância da hóstia consagrada. “O corpo de Cristo na eucaristia é o grande presente, o grande dom que Jesus deixou para a humanidade. A Eucaristia é o pão vivo descido do céu”, afirma o bispo.

Um dos assuntos principais ressaltados durante a pregação foi a partilha. “Na partilha que Deus manifesta a sua graça. É na partilha que você glorifica e engrandece o Senhor. É na partilha que você manifesta que tem uma vida eucarística. O pouco que nós temos, quando nós partilhamos, Deus multiplica os nossos dons, os nossos bens”, explica o bispo.

Além disso, Dom Benedito lembrou do chamado que Deus tem para cada um como cristão:

“Cristo nos convida a partilhar com os irmão necessitados. Quantos aqui em Piquerobi, em nossa diocese, entidades que promovem e defendem a vida, precisam de nossa solidariedade? O irmão ao seu lado talvez nem precisa tanto de pão, mas talvez do pão do carinho, do amor, da presença. Aprendamos, a exemplo da Virgem Maria, ir ao encontro das pessoas partilhando nossos dons.”

“Deus é o amor e a eucaristia é o sacramento do amor”, afirma o bispo Dom Benedito. (Sonia Cavalcante / Pascom Diocesana)

Ainda segundo Dom Benedito, é importante que manifestemos o rosto de Cristo em todo o agir pastoral. “É necessário que aprendamos, guiados pelo Espírito Santo, a criar raízes profundas em Cristo, ou seja, a viver nossa vocação cristã, para que tenhamos os mesmos sentimentos de Cristo e sejamos capazes de revelar seu rosto, sua misericórdia, a nossa família, a comunidade, a sociedade”, explica.

Além da partilha, o bispo aproveitou para falar sobre o amor de Deus:

“Nós que comungamos da Eucaristia, é necessário que aprendamos a engrandecer e glorificar o nome de Deus. Para isso, precisamos deixar o amor reinar em nossos corações. Sabemos que Deus é o amor e a eucaristia é o sacramento do amor. Então quando se alimentamos de Cristo Eucarístico, o amor deve estar presente em nossos corações. É exatamente esse amor que nos leva a partilhar, a perdoar, a glorificar e a engrandecer o nome do Senhor.” 

Na ocasião, o bispo ressaltou a importância de ser dizimista. “Muito mais que devolver o dízimo, é você viver com o coração sintonizado em Cristo, em Deus. Assim, o dízimo se torna um hino de louvor.”

Durante a homilia, o bispo disse ainda sobre o grande propósito da eucaristia.

“Alimentandos da eucaristia, nós somos convidados a viver unidos a Cristo, a morrer para o mundo e ressuscitar para Deus. Não há ressurreição sem morte e se nós também queremos ressuscitar, também temos que morrer. Só morre para o mundo aquele que se deixar guiar pelo Espírito Santo, aquele que está em comunhão com Deus.”

Por fim, Dom Benedito lembrou os fiéis dos 60 anos que a diocese de Presidente Prudente completará em 2020. “Se nós queremos dar um presente a Deus, trabalhemos para que nossa diocese seja eucarística. Você voltando para sua comunidade, para sua paróquia. Façam tudo para se colocar a serviço de Deus, para cativar corações para Ele”, afirma.  

Programação

A programação teve início pela manhã, às 6h, com a benção das equipes que confeccionaram o tapete. Às 8h, houve a exposição do Santíssimo na Igreja Matriz. Já às 10h30, motociclistas vieram até a paróquia, onde receberam a benção. A partir das 12h, o espaço onde foi confeccionado o tapete foi liberado para visitação. A celebração da missa teve início às 18h. O tema deste ano foi “Da Vida Eterna, Ele é o Pão”, que remete ao Evangelho de João (6, 51) “Eu sou o Pão vivo que desceu do céu, quem comer deste pão viverá eternamente”.

Tradicional tapete de Corpus Christi tem 500 metros e atrai visitantes de toda região. (Sonia Cavalcante / Pascom Diocesana)

História

Piquerobi (SP) fica a cerca de 51 km de Presidente Prudente e é conhecida no Oeste Paulista por ter uma das festas de Corpus Christi mais bonita, recebendo pessoas de vários locais. “Para a comunidade é uma honra esse reconhecimento na região. A partir de agora já começa a contagem regressiva para o Corpus Christi 2020, porque a gente fica pensando o que fazer, o que preparar, qual será o tema”, afirma o padre José Alves.

O aposentado José Vergani Neto, 75 anos, é um dos mais antigos a participar dessa festa, que teve início em 1967 na cidade. Segundo ele, esteve presente na primeira confecção do tapete, com 23 anos de idade:

“Neste mesmo dia, [Dia de Corpus Christi], em 1967, por volta das 2h manhã, decidimos enfeitar as ruas. Nós éramos em torno de 15 estudantes. Vimos outras cidades fazendo e resolvemos fazer também. Não tínhamos o material apropriado que tem hoje. Então apelamos para o pó de serra, caco de vidro, casca de ovo e palha de arroz. Enfeitamos cerca de três ruas da cidade. Assim foi se expandindo e de ano em ano crescendo.”, afirma José.

Ainda de acordo com José, participar hoje da festa é motivo de muita emoção.

“É uma motivação muito grande estar no meio disso que está acontecendo. Poder receber várias pessoas que nos visitam nessa festa maravilhosa, que é destinada à procissão de Corpus Christi. Eu me emociono bastante quando falo disso. Eu tenho a graça de Deus de poder estar partilhando e colaborando direta ou indiretamente com essa grande festa hoje.” ressalta José.

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